A Esclerose Múltipla pode se manifestar com neurite óptica, formigamentos persistentes, fraqueza, desequilíbrio e outros sintomas neurológicos. O objetivo do atendimento é esclarecer o diagnóstico com precisão e construir um plano de tratamento e acompanhamento de longo prazo, alinhado ao seu perfil e ao momento da doença.
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Atualizado em: 24/02/2026 • Revisão médica: Dr. Igor Campana
Conteúdo com finalidade informativa. Não substitui consulta médica. Em caso de falta de ar, piora rápida ou sintomas intensos, procure atendimento imediato.
A Esclerose Múltipla (EM) é uma doença inflamatória e autoimune do sistema nervoso central. Ela pode ter períodos de atividade (surtos) e períodos de estabilidade, variando entre pessoas. Hoje, diagnóstico adequado, tratamento precoce quando indicado e acompanhamento estruturado ajudam a reduzir atividade inflamatória e preservar função ao longo do tempo.
Na EM, ocorre inflamação e dano à mielina. Dependendo da área afetada, os sintomas podem ser visuais, sensitivos, motores, de equilíbrio ou outros. A avaliação precisa diferenciar EM de condições semelhantes e enquadrar o caso segundo critérios diagnósticos aceitos.
Na EM, a inflamação danifica a mielina — a bainha que protege as fibras nervosas — e, em casos mais avançados, o próprio axônio. Dependendo da localização das lesões, os sintomas podem ser visuais, sensitivos, motores, de equilíbrio, cognitivos ou autonômicos.
A classificação do subtipo orienta a estratégia terapêutica e o prognóstico a longo prazo.
É a forma mais comum (cerca de 85% dos casos). Cursa com surtos claros (recaídas) seguidos por períodos de recuperação parcial ou completa (remissões), sem evolução aparente da doença fora dos eventos agudos.
Pessoas que iniciaram com EMRR podem, décadas depois e na ausência de tratamento eficaz, evoluir para um acúmulo gradual de deficiências, com ou sem a presença de novos surtos detectáveis.
Acomete ~10 a 15% dos indivíduos. Desde a instalação dos primeiros sinais, a doença evolui lenta e progressivamente, não caracterizando os "surtos inflamatórios" clássicos visíveis.
É o primeiro e único episódio inflamatório e desmielinizante. Serve como sinal de alerta crucial. Nem todos com SCI desenvolverão EM, mas é nesse momento que a investigação e o acompanhamento neurológico se tornam fundamentais.
O subtipo de Esclerose Múltipla orienta diretamente a estratégia terapêutica. Medicamentos de alta eficácia têm impacto mais robusto na fase Recorrente-Remitente — o que reforça a importância de diagnóstico preciso e início do tratamento quando indicado.
Você já ouviu falar no Sinal de Lhermitte? É uma sensação clínica em formato de choque elétrico rápido e intenso no fundo das costas, ombros e pernas após você flexionar agressivamente o pescoço para baixo (postura queixos ao peito). É um marco da EM quando as lesões estão dispostas ao longo da coluna cervical.
É fundamental ressaltar que dois pacientes distintos com Esclerose Múltipla podem apresentar alteração de sintomas e rotinas completamente divergentes. Cada caso tem seu curso natural ímpar, validando a premissa de que todo acompanhamento deve tratar a pessoa de maneira não protocolar.
Sou o Dr. Igor Campana (CRM-SP 186.186 | RQE 94.974), neurologista com foco em neuroimunologia. Atendo em Pinheiros, São Paulo. Meu trabalho é oferecer clareza diagnóstica, discutir opções terapêuticas baseadas em evidências e acompanhar a evolução com um plano estruturado e humano, alinhado ao seu contexto.
O tratamento da Esclerose Múltipla é individualizado e depende do subtipo, do nível de atividade inflamatória, do perfil do paciente e do momento da doença. O objetivo central é reduzir surtos, limitar a progressão de lesões e preservar função neurológica ao longo do tempo.
Surtos com déficit funcional significativo são tratados com corticoides em altas doses por via endovenosa (pulsoterapia), geralmente por 3 a 5 dias. O objetivo é reduzir a inflamação e acelerar a recuperação do episódio.
As DMDs atuam na fase inflamatória da doença, reduzindo atividade, novos surtos e acúmulo de lesões na ressonância. Existem medicamentos de eficácia moderada e alta eficácia — a escolha depende do perfil de atividade da doença e do paciente.
Fadiga, espasticidade, dor neuropática, sintomas urinários e cognitivos são manejados de forma específica. Fisioterapia, terapia ocupacional e acompanhamento multidisciplinar fazem parte do cuidado integral.
O início precoce do tratamento quando indicado está associado a melhor prognóstico a longo prazo. A decisão sobre qual medicamento usar é tomada de forma compartilhada, com base em evidências e no contexto individual.
Com diagnóstico correto, tratamento adequado e acompanhamento regular, muitas pessoas com EM mantêm qualidade de vida satisfatória por anos. A doença exige adaptações, mas não impede uma vida ativa e funcional na maioria dos casos.
Alguns fatores têm impacto documentado no curso da doença e na qualidade de vida: atividade física regular, manutenção de vitamina D em níveis adequados, cessação do tabagismo e manejo do estresse. O acompanhamento neurológico estruturado é fundamental para monitorar atividade da doença e ajustar o tratamento quando necessário.
Em caso de novo sintoma neurológico com duração superior a 24 horas, sem febre ou infecção em curso, entre em contato com seu neurologista — pode ser um surto que se beneficia de avaliação e tratamento precoce.
Entre em contato e cuide da sua saúde neurológica com quem é especialista.
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